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| O Brasil vai crescer. A
sua marca está preparada? |
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| Stalimir Vieira |
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mais que se discutam as políticas econômicas aplicadas
pelos governos, num aspecto temos que concordar: mesmo que utilizem
métodos diferentes, todos os governos têm, a princípio,
a intenção de fazer o País crescer. Se vai crescer
mais ou vai crescer menos, como decorrência da qualidade daqueles
métodos, isso só se ficará sabendo mais à
frente. Para quem produz e empreende, no entanto, o que importa agora
é a disposição demonstrada pelo presidente de
que pretende acelerar o crescimento. Isso, por si só, é
um grande agente estimulador do mercado. Qualquer economista sabe
que o mercado não é movido apenas por iniciativas técnicas
julgadas adequadas, mas também por um estado emocional favorável.
O Brasil trabalha para criar esse clima de otimismo. Contribuem para
que a promessa de desenvolvimento faça sentido alguns dados
economicamente significativos. É inegável, por exemplo,
que expressivas camadas da população, que estavam totalmente
à margem do consumo, hoje compõem um mercado que consome,
inclusive, com certa avidez. Quem trabalha focado nos públicos
C e D sabe disso. Por conta da nova realidade, também é
verdade que cresceu a concorrência de empreendimentos voltados
para esse mesmo consumidor. É natural que ocorra esse acirramento
onde se pratique a livre-iniciativa. Da mesma forma, o mercado do
luxo deixou de ser uma atividade quase clandestina, de gueto, ganhou
expressão e relevância e avançou na percepção
da classe média. A moeda mantém-se estável, o
risco Brasil diminui sistematicamente, a balança comercial
vem repetindo desempenhos favoráveis, o salário-mínimo
teve ganhos reais, o desemprego diminuiu... Sem entrar no mérito
das qualidades políticas de um governo ou outro, a verdade
é que, uma vez empreendedores, vivemos de oportunidades de
mercado. Há indicativos claros de que existe uma oportunidade
nesse momento. A questão é saber se estamos preparados
para desfrutá-la. |
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